prólogo

O teatro cotidiano, mil vezes e sem glória
Mas assim tão vivo, térreo, alimentado
Da convivência dos homens que na rua se passa.
Aqui a vizinha imita o senhorio, mostra com clareza
Demonstrando a sua verborreia
Como tenta desviar a conversa
Do cano que rebentou. De noite, nos jardins
Os rapazes mostram às moças que se riem à socapa
Como se defender e nisso
Mostrar habilmente os seios. E aquele bêbedo
Mostra o padre no seu sermão que remete
Os pobres para os prados verdes do paraíso. Como é útil
Um tal teatro, sério e divertido
E quão digno!

(Sobre o teatro cotidiano, Bertolt Brecht)
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